13/07/2017 - Colegiado da CVM aceita que Petrobras use a contabilidade de hedge

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O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu nesta terça-feira, por dois a votos a um, aceitar o recurso da Petrobras contra a decisão da área técnica da autarquia que havia determinado a republicação dos balanços da companhia desde 2013, retirando os efeitos da contabilidade de hedge.

O diretor relator Henrique Machado e o diretor Pablo Renteria votaram a favor da tese da empresa, enquanto o presidente da CVM, Leonardo Pereira, se alinhou à argumentação da área técnica. O diretor Gustavo Borba não participou da reunião, mas ele tem se declarado impedido de decidir sobre temas relativos à Petrobras.
 

Ao adotar a contabilidade de hedge, uma opção contábil, a Petrobras difere no tempo o efeito da variação cambial sobre a dívida em dólar na demonstração de resultados. O registro é feito de forma apartada numa conta do patrimônio líquido e os efeitos vão a resultado de forma paulatina, conforme as exportações são realizadas.
Se tivesse que republicar seus balanços, o principal impacto prático para os acionistas seria um possível pagamento de dividendos sobre o resultado de 2016, que deixaria de ser um prejuízo e se tornaria lucro.

Fonte: Valor Econômico

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